Grelha de oradores
António Augusto Fontainhas Fernandes
Professor catedrático da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), com uma carreira académica e institucional de projeção nacional e internacional nas áreas do ensino superior, ciência e desenvolvimento regional.
É atualmente Presidente da Comissão Nacional de Acesso ao Ensino Superior e integra vários conselhos e organismos de referência, como a A3ES, ANQEP, Ordem dos Engenheiros e COTEC. Foi Reitor da UTAD entre 2013 e 2021 e Presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), tendo representado o sistema universitário português em diversas redes europeias e ibero-americanas, incluindo a OCDE, a Associação das Universidades Europeias, as redes CEER e CRUSOE, bem como o Conselho Económico e Social.
No plano do desenvolvimento territorial, destaca-se como Presidente da Liga dos Amigos do Douro Património Mundial, através da qual promove a valorização, preservação e projeção internacional do Douro, com especial enfoque no desenvolvimento regional. Integra ainda a SEDES e o Conselho de Curadores da Fundação de Mateus, onde privilegia iniciativas ligadas à afirmação cultural e territorial do Douro.
Na vertente científica publicou mais de uma centena de publicações e tem vasta experiência em projetos de investigação e cooperação. Desenvolveu atividade na transferência de conhecimento e inovação, tendo participado na criação e gestão de parques de ciência e tecnologia e integrado redes nacionais do setor, mantendo uma intervenção contínua na ligação entre ciência, território e políticas públicas.
Comunicação CNIT: «Desafios do Douro Património Mundial»
Natália Fauvrelle
Doutorada em Museologia, tendo por tema de investigação a paisagem classificada do Douro e os desafios da gestão deste património, e Mestre em História da Arte na área de património e restauro, com uma tese sobre a arquitetura das quintas do Douro.
É coordenadora dos Serviços de Museologia do Museu do Douro, desde 2006, e investigadora do CITCEM – FLUP. Membro da direção do ICOMOS-PT.
Publicou vários livros e artigos sobre o património duriense e sobre a sua história, centrando as suas investigações no património arquitetónico e na paisagem rural, em particular no património associado à vitivinicultura. Integrou a equipa responsável pela candidatura a Património Mundial do Alto Douro Vinhateiro.
Comunicação CNIT: «O Douro construído; dos muros à paisagem património mundial»
Helena Gil
Licenciada em Filologia Germânica e pós-graduada em Gestão Cultural.
Foi professora do quadro do Agrupamento de Escolas Diogo Cão, a que regressou após 15 anos de ausência, em que exerceu funções de assessoria, na Delegação Regional da Cultura do Norte.
Nessa qualidade, durante mais de oito anos, desenvolveu um conjunto de ações ligadas à promoção do livro e da leitura, de que destaca o projeto “Viajar com – os caminhos da literatura”, que, em simultâneo, procedia ao levantamento do património literário e imaterial ligado a cada um dos escritores.
Dedicou-se também à área da cultura popular, nomeadamente à temática dos contos populares da tradição oral, tendo desenvolvido ações de sensibilização junto de escolas e bibliotecas. A cooperação transfronteiriça com as regiões da Galiza e de Castela e Leão, foi outra das suas áreas de trabalho. Concebeu e desenvolveu projetos na área da literatura e das indústrias culturais, e, com Castela, assumiram particular importância os projetos em torno da língua, da música e dos instrumentos tradicionais do planalto mirandês.
Acompanhou a candidatura das tradições orais da Galiza e do Norte de Portugal à UNESCO.
A partir de Abril de 2005 e até Novembro 2009 exerceu as funções de Diretora Regional de Cultura do Norte.
Enquanto docente integrou a direção da Escola em que ficou efetiva durante três mandatos e foi eleita para diversos cargos de responsabilidade pedagógica. Foi docente colaboradora da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e, nesse âmbito, participou em dois projetos Erasmus, envolvendo universidades europeias versando os temas “Desenvolvimento Comunitário e Educação de Adultos” e “Criatividade e Estética no Ensino”. Os projetos tiveram a duração de três anos cada.
Relativamente a publicações, assinou a conceção e a coordenação de um conjunto de dez roteiros literários em torno de escritores ligados à região norte, tais como Eça, Camilo, Torga, Ferreira de Castro, Aquilino Ribeiro, José Régio, Trindade Coelho, João de Araújo Correia, Guerra Junqueiro e Teixeira de Pascoaes. No ano de 2007 iniciou uma segunda série destes roteiros que incluirá dez novos escritores da região norte.
Integrou a direção do Centro Regional de Artes Tradicionais (CRAT), entretanto desativada. ..
É presidente da Associação de Amigos do Museu do Douro e da Tertúlia João de Araújo Correia, com sede em Peso da Régua. Neste contexto é a coordenadora editorial da revista GEIA, de periodicidade bienal. Integra ainda a direção do Arquivo de Memórias, uma associação ligada à defesa do património cultural material e imaterial.
Integra, como vogal, o Conselho Diretivo da Fundação Museu do Douro.
Comunicação CNIT: «No Douro, à boleia das letras»
Álvaro Martinho
Álvaro Martinho Dias Lopes nasceu em Covas do Douro no ano de 1972 no seio de uma família de viticultores. Inicia-se com um curso técnico profissional de agricultura e mais tarde ingressa na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e tira a Licenciatura de Engª Agronómica.
A sua vida profissional está intimamente relacionada com a Real Cª Velha na Quinta das Carvalhas. É responsável por esta exploração vitícola com cerca de 140 hectares de vinha e mais de 30 hectares de olival. Aqui iniciou todo o trabalho de recuperação de vinhas velhas e reestruturação/plantação de novas vinhas em encosta.
Em 2023 assume a responsabilidade técnica da Quinta de Cidrô (pertencente ao mesmo grupo – Real Cª Velha), situada em São João da Pesqueira.
Na Cumieira inicia o seu projeto pessoal de vinhos em 2008. Tem uma exploração com cerca de 10,5 hectares, dos quais 8 ha são de vinha, originando vinhos de produção muito limitada. Possui duas marcas: Maquia tinto (uma parceria com Dirk Niepoort) e Mafarrico branco, tinto e Mafarrico “a minha vinha” (em colaboração com o Enólogo Jorge Moreira).
Comunicação CNIT: «Vintage Tour na Quinta das das Carvalhas… Natureza, história, vinha e emoções»
João Bicho
João Bicho é Arquiteto Paisagista pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) onde se formou em 2004 e começou a trabalhar como Projectista, Jardineiro e Horticultor.
Paralelamente, foi assistente nos cursos de Arquitetura Paisagista na UTAD e em Design de Ambientes no Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC), entre 2005 e 2018.
Entretanto, em 2011, foi sócio fundador na empresa JBJC – Arquitetura Paisagista, onde trabalhou diferentes tipos de projetos a diferentes escalas de intervenção, desde jardins particulares a quintas, passando por espaços públicos.
Posteriormente, em 2022 fundou a Random Landscapes e, em 2023, a João Bicho – Arquitetura Paisagista onde, com a sua equipa, projeta e cria espaços únicos que proporcionam beleza, conforto e qualidade de vida aos seus utilizadores.
Entre os seus objetivos, procura criar espaços originais e personalizados, satisfazendo as necessidades e preferências de cada cliente, distinguindo-se pela paixão que coloca em cada projeto que desenvolve, pela grande atenção ao detalhe e pelo cuidado extremo na seleção da vegetação.
Comunicação CNIT: «As plantas na paisagem
Diversidade e a unidade no território»